sábado, 18 de agosto de 2012

DUAS MEIAS CIDADES

Eram duas meias cidades em um só lugar, 
uma com casas feitas de cimento, 
muito sem graça, sem cor, muito comum. 
Nessa cidade há muito barulho, 
é um vai e vem de carros ensurdecedor; 
as pessoas andam depressa, 
e quase não há tempo para nada.
A outra, com telhado colorido, 
abriga pessoas vestidas de forma divertida, 
onde o barulho que mais se ouve 
são os risos e gargalhadas. 
Há homens que se equilibram em cordas, 
homens que voam sem paraquedas,
e motos que giram dentro de um grande globo. 
Há um homens vestido de preto, muito gentil, 
que deu abrigo a um coelho em seu chapéu. 
É mágico! 
Não só ele, mas tudo que existe em sua volta.
Esta segunda cidade é desmontável, 
dura poucos dias e logo é remontada em outro terreno baldio, em outro espaço onde as pessoas esqueceram de construir casas de cimento, melhor assim!
Melhor mesmo seria se a cidade desmontável 
fosse aquela, de cimento, 
e a outra ficasse lá para sempre. 
Certamente seriamos mais feliz,
nessa cidade encantada chamada circo.

@momentos_de_inquietação

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